segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

LANÇA


Há no meu corpo nu uma infinidade de caminhos
Curvas já não tão fechadas,retas já não tão longas e janelas
cujas paisagens se acumulam como um álbum de fotos partidas

Há no meu corpo nu uma infinidade de histórias
algumas longínquas como o papel que o tempo amarela e
outras tão frescas que ainda sangram

No meu corpo nu há toda a força e toda a fragilidade que o universo derrama
intacto e completamente diferente,meu corpo nu me atravessa no espelho
me conta lembranças,me mostra atalhos,me ergue muros,me derruba portas 
e segue carregando minha alma.

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