sábado, 23 de maio de 2015

BACO

Das cordas onde vibram a minha dor,ecoam o silêncio
As brasas que me queimam os olhos,me congelam a alma
Dos passos dados, o quadro na parede
Dos gemidos,a fronha
Dos sorrisos,o adeus.
Um gesto
Um vento,
Tuas costas
Minha porta
A terra que seca,o pé que esfola
E o tempo que canta, numa infinita roda de fiar,
o som mudo dos meus demônios a dançar.



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